Infelizmente, e não é propriamente algo que eu tenho descoberto agora, sou uma gaja cheia de medos. Medos de tudo e mais alguma coisa... E contra aquilo que deveria ser expectável (na minha perspectiva) muitos deles não se diluem com a idade, ou se suportam melhor. Não. Muito pelo contrário, alguns tomam mesmo proporções gigantescas e não há nada que eu possa fazer para combater isso. Obviamente, não falo apenas de medos de algo físico ou que tenha a ver com situações exatas, como aranhas ou pânico de sítios fechados (elevadores,ai, elevadores!).
Se me chateia ser assim? Effing ye-ah! Dá-me uma raiva não ser uma gaja forte como tudo, ou daquelas que aguentam estoicamente e conseguem disfarçar tudo e mais alguma coisa... Oh se me dá raiva... mas it is what it is e é continuar para a frente que para a frente é que é caminho! Respirar fundo muitas vezes e rir o mais possível! É um remédio quase infalível, rir, especialmente com os amigos, qual lanterna que afasta a escuridão!
Isto a propósito de, against all odds, ter lido este post da Pipoca, e ter-me identificado com uma série de pontos. Muitos mesmo, quase podia ter sido eu a escrever. E não, não estou a pensar ter filhos tão depressa, fyi! Mas não quer dizer que não pense na situação muitas vezes! Aliás, é a pensar nela que tenho a decisão de não o querer fazer já!
E porque às vezes é mesmo assim, deixem-nos ter medo, não nos afaguem as costas e digam que está tudo bem e vai tudo passar! Deixem-nos ter medo, caraças, e falar sobre eles e revoltarmo-nos e coiso! Às vezes só precisamos mesmo de ouvir que é normal ter medo e que muita (toda?) a gente tem estes medos e muitos outros e que podem passar ou não, mas que não nos faz ser um bicho assim tão estranho!